O mundo é da Cabernet

Como a “rainha das uvas tintas” dominou o globo, e quais as diferenças de cada região da Cabernet Sauvignon!

Como a “rainha das uvas tintas” dominou o globo, e quais as diferenças de cada região da Cabernet Sauvignon!

Ela está em toda parte! A uva que conquistou o mundo pode ser encontrada na França, na Inglaterra, na Alemanha, na Itália, na Áustria, no Canadá, no Japão, no Peru, Venezuela, Zimbábue, Brasil, China, Turquia, Marrocos, Grécia, Israel, Líbano, Moldávia, Hungria, Romênia, Bulgária, Estados Unidos, Chile, Austrália, Portugal, Argentina, Espanha, Uruguai, África do Sul e Nova Zelândia. Ufa! Para quem leu isso de um fôlego só, pode ir tirar uns minutinhos pra recuperar o ar e tomar um golinho de vinho. Vinho de Cabernet Sauvignon, é claro!

Por que essa uva se espalhou tanto? Qual é sua característica marcante e quais são as melhores regiões?

Os aromas e sabores da Cabernet Sauvignon são diretos, marcantes e fáceis de reconhecer, além de ter boa capacidade de envelhecer e ganhar complexidade. Se fossem fazer uma lista dos maiores tintos do mundo, a Cabernet Sauvignon estaria em destaque, tanto em misturas quanto em monovarietais. Para empresas, ela abre portas e ajuda nas vendas, além de tornar o nome da empresa conhecido, pois é um vinho muito vendido e extremamente popular, sem deixar de ser considerado fino e elegante.

O berço da rainha dos tintos não é inusitado. Ela veio da França, região de Bordeaux, e seu nome já aparece em registros do século XVIII. Estudos mostram que ela surgiu de uma mistura das castas de Cabernet Franc e Sauvignon Blanc.

Diferentemente de muitas uvas que tiveram suas origens no mesmo local, a Cabernet Sauvignon não é exigente com questões climáticas ou com o solo. Ela é de grande adaptabilidade a diversas temperaturas e terrenos, pois a videira reage muito bem a vários lugares, com exceção dos extremamente frios. A Cabernet Sauvignon conquistou o mundo a partir dos anos 70, quando o “padrão Bordeaux” começou a tentar ser imitado. Os outros países perceberam que a Cabernet era a mais fácil de “imitar”, e logo depois descobriram que, melhor do que imitar, o melhor era fazer seu próprio estilo de Cabernet Sauvignon.

Ela se espalhou pelo mundo, mas uma coisa esses lugares precisam ter em comum: calor e drenagem adequada para amadurecer a fruta. Solos de cascalho, por exemplo, costumam ser bons para esse tipo de uva, pois retêm bastante o calor e proporcionam um bom escoamento da umidade. Outra vantagem que a fez ficar tão famosa internacionalmente é sua ótima resistência a pragas e seu baixo desperdício. É uma uva que tem o sabor persistente, mesmo com tantos terroirs diferentes onde pode ser plantada.

Com isso, há quem diga que ela não reflete bem o seu terroir, mas essa não é uma crítica muito válida, pois diversos grandes exemplares de Cabernet Sauvignon podem carregar fielmente a sua origem em seus sabores e aromas. Isso faz dela uma uva marcante, e ao mesmo tempo versátil: pode gerar desde tintos de grande cor e corpo até tintos leves, rosados, espumantes e (pasmem!) até brancos! Pois é, existem brancos de noirs feito com Cabernet Sauvignon, em Israel. Sendo assim, cada região pode ter um toque especial em seu vinho, com essa uva, tornando as diferenças de cada local bem perceptíveis.

Na França, os vinhos de Cabernet Sauvignon adotam características diferentes dependendo da sub-região, como o Margaux, que possui notas de violeta, e o St. Julien, com aroma de charutos. Na Califórnia, os vinhos são mais encorpados, enquanto a Austrália confere exemplares potentes, com notas de menta e eucalipto.

Regiões que estão surpreendendo pela qualidade de seus vinhos de Cabernet Sauvignon são o Chile e a Argentina. Exatamente, a América do Sul veio para ficar, no mundo dos vinhos!

No Chile, a Cabernet Sauvignon encontrou um local de terreno muito fértil para se desenvolver. Ela gera a maioria dos grandes vinhos do país, com 21 mil hectares da uva, sendo a casta mais plantada do Chile. A boa adaptação traz vinhos diferentes para cada região, com predominância dos sabores de frutas típicas e ervas. Se você está em dúvida sobre qual vinho levar, o Cabernet Sauvignon do Chile é considerado a opção mais segura para garantir uma bebida de qualidade.

A Argentina é outro país com boa área plantada e vinhos de Cabernet Sauvignon excelentes. Nesse país, com destaque para a região de Mendonza, a Cabernet Sauvignon encontra boa altitude, solo rochoso e bastante sol. Além disso, ela é colhida no final de março, permanecendo mais tempo na videira e garantindo um sabor maduro aos vinhos. Eles são aromáticos, estruturados e com toques de frutas e especiarias. E para quem está em dúvida se o melhor vinho argentino é o de Cabernet Sauvignon ou o de Malbec, não fique mais remoendo as ideias: a Argentina também produz vinhos com cortes maravilhosos das duas uvas juntas!

Agora é hora de experimentar! Boa rainha para todos!

Por Sonoma Brasil

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