A uva que dominou a Espanha

A Tempranillo é uma uva de muitos nomes. Apreciada e popular na Península Ibérica, originou-se no norte da Espanha.

A Tempranillo é uma uva de muitos nomes. Apreciada e popular na Península Ibérica, originou-se no norte da Espanha. Suas uvas são médias e de cor violeta intenso.

Pode ser chamada de Arauxa , Escobera, Tinta de Toro, Tinta del País e de muitas outras alcunhas. Na cidade de Rioja, sua terra Natal, predominou-se o nome Tempranillo, que vem da palavra espanhola temprano, que significa “cedo”. O motivo é simples: é uma uva que amadurece muito rápido, bem mais cedo que as outras.

Além de ser o berço da Tempranillo, Rioja foi a primeira região vinícola a projetar os vinhos espanhóis no mercado mundial. Possui a maior produção do país, com cerca de 350 milhões de quilos de uvas e quase 200 milhões de litros de vinho. Há registros de que o local produza videiras desde a época dos antigos fenícios. Hoje, cerca de 70% de seus hectares são plantados com Tempranillo, que é a soberana da região.

Mas há outro lugar na Espanha famoso por suas castas de Tempranillo: Ribera Del Duero, um pouco mais a sudeste de Rioja. A Tempranillo começou a ser plantada em Ribera apenas na década de 80, mas ganhou um enorme espaço. 60% da área cultivada é dela, que lá eles chamam de Tinta del País. Apesar da plantação dessa uva ser menos tradicional em Ribera, ela é a região de onde saem os vinhos de Tempranillo preferidos dos espanhóis. Por quê? Simples: pura questão de gosto. Os vinhos de Ribera são considerados mais fortes e elegantes, mas a diferença é unicamente sua concentração.

A verdade é que, apesar da Tempranillo ser muito adaptável e manter suas características, alguma coisa sempre acaba mudando de um local a outro. A cidade de Rioja tem influência mediterrânea na temperatura, fazendo a mudança climática ser menor. Isso não acontece em Ribera, onde, no inverno, a temperatura pode cair dos 25 para os 5 graus, influenciando na maturação da uva. Além disso, o solo de Rioja tem mais ferro, argila e calcário, sendo considerado um solo pobre. Isso resulta em um vinho sem potencial tânico, de corpo leve, teor alcoólico baixo (variando entre 10,5 e 13 %.) e pouca acidez. Já em Ribera del Duero, com outro solo e diferentes temperaturas, consegue-se produzir um vinho mais carnudo e mais alcoólico, com paladar mais encorpado.

Vale lembrarmos que a Tempranillo é uma uva muito versátil, que também pode ser misturada com outros tipos (produzindo o vinho “cortado”, como é chamado quando possui mais de um tipo de uva). Em Rioja, ela geralmente faz par com a Garnacha e a Graciano. Já em Ribera, há vinhos de Tempranillo com Cabernet Sauvignon e Merlot.

No fim, tanto Rioja quanto Ribera produzem vinhos de Tempranillo de excelente qualidade, e o que mudam são as opiniões. Para paladares mais suaves, Rioja é a melhor pedida. Para quem aprecia algo um pouco mais forte (o que, pelo jeito, é o caso dos espanhóis), Ribera del Cuero é a melhor opção.

Lembrando que também há inúmeras outras regiões que produzem vinhos de Tempranillo, ainda sem sair da Espanha, como Catalunha, Toro, La Mancha. Sem contar os argentinos, australianos e brasileiros. Vale a pena conferir todos eles e descobrir seu preferido!

Por Sonoma Brasil

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