50 Tons de Rosa

Um curinga da enogastronomia, o vinho rosé é uma bebida leve que preenche aquela lacuna de harmonização entre tintos e brancos.

Um curinga da enogastronomia, o vinho rosé é uma bebida leve que preenche aquela lacuna de harmonização entre tintos e brancos. Já experimentou?

É o jeans do guarda-roupa, ou o "rosinha" básico

Ter um vinho rosé na estante (ou na adega, para os que preferirem) é como ter uma calça jeans que combina com tudo, um casaco que sempre deixa o visual mais elegante ou aquele par de sapatos que você adora. Ele é um curinga e honra seu status.

Para quem estiver se perguntando, o vinho rosé raramente é feito da mistura dos vinhos tinto e branco – essa mistura também existe, mas a regra geral é que ele passe pelos mesmos processos da vinificação tradicional, no qual a pele da uva (que dá cor à bebida) fica em contato com o mosto (“suco” da uva) por menos tempo.

O vinho rosé é uma mistura das qualidades do vinho branco e do tinto. Mas você sabe o que esperar de um rótulo como esse? Como bom representante desse “meio termo”, possui a acidez característica dos brancos, entre outras atribuições herdadas do processo de fermentação em tanques de inox, mas não deixa a desejar quanto aos aromas e à estrutura típica dos tintos.

Ao provar sua primeira taça “rosa”, não espere beber um vinho encorpado. Nem procure pelos taninos tão característicos das uvas tintas, mesmo quando as mais utilizadas sejam conhecidas por essa particularidade - Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Grenache e até a Pinot Noir. O rosé é versátil, refrescante e leve, combina com altas temperaturas e pratos igualmente leves.

E por mais que ele agrade mais às mulheres, damos 5 motivos aos homens para beberem rosé!

De onde vêm

Em termos de regiões produtoras, a França – como não podia deixar de ser – é referência e produz excelentes rótulos, principalmente no sul do país - na Provença e ao longo do rio Rhône.

O sul do Brasil não deixa a desejar e também apresenta pequenas joias em tons que vão do salmão ao laranja pálido, dependendo da idade e do tempo de contato das cascas das uvas.

No geral, escolher rótulos provenientes da Itália, Argentina, Portugal, Espanha ou Chile já é meio caminho andado para uma boa escolha. A outra metade do caminho fica a seu critério: escolha uvas que agradem em suas versões tintas, sirva-o gelado (como os vinhos brancos) e escolha pratos de pescados ou frutos do mar para acompanhar. A partir daí, é só aproveitar e se deliciar!

Por Clarissa Viana

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