Vinho do Porto: quais, como e quando beber!

Quem não conhece os vinhos do Porto? São os mais tradicionais de Portugal. Será que você sabe tudo sobre eles? Certamente não... Descubra o Porto com o Sonoma!

Pensou em vinho do Porto, pensou na cidade do Porto? Parece óbvio, mas infelizmente está errado... Na verdade, a bebida, produzida no Douro, ganhou esse nome por navegar rio Douro abaixo e chegar até o Porto, de onde sai para o mundo!

Muitos dizem que o vinho do Porto nasceu da comunhão entre ingleses e franceses (e, acredite, foi por acidente!). Os vinhos que saiam inicialmente do Douro, lá no século 17, com destino à Inglaterra, não tinham a intenção de ser fortificados.

À época, não se tinha conhecimento sobre sulfitos e outros conservantes, e a maneira encontrada para preservar o vinho até o seu local de desembarque era, justamente, acrescentar uma dosagem de aguardente vínica. Era uma quantidade pequena, que girava em torno dos 3% e não fazia diferença expressiva no vinho.

Isso até a safra de 1820, considerada excepcional, e que produziu vinhos naturalmente mais doces que de costume. E não é que a doçura caiu no gosto dos ingleses? Os vinhos venderam tão bem que os portugueses começaram a aumentar a quantidade de aguardente, de modo a interromper a fermentação e deixá-los ainda mais doces. Foi assim que nasceu um dos vinhos de sobremesa mais famosos do mundo!

E o Porto também é feito em cortes

Difícil seria encontrar um português monovarietal... Com o Porto, não podia ser diferente! E cada uma delas contribui à sua maneira.

A Tinta Barroca é quem traz mais álcool, corpo e aromas, assim como a Tinta Roriz, conhecida na Espanha como Tempranillo. Por sua vez, a Tinta Cão traz maior delicadeza ao vinho, e às vezes dá um toque picante. Já a Touriga Francesa empresta aromas florais. A Touriga Nacional, variedade mais importante, contribui com cor, aromas e sabores mais marcantes da bebida.

Afinal, o que esperar de um Porto?

Que aromas e sabores são esses, que encantaram os ingleses há quatro séculos e continuam a apaixonar pessoas do mundo todo até hoje? Bom, não tem como falar neles sem citar os principais estilos de Porto que existem: Tawny, Ruby, Vintage, Reserva e Branco!

Ruby

O estilo mais barato e também o mais simples dentre os Portos tintos. São geralmente feitos a partir de misturas de safras diferentes - alguns envelhecidos em carvalho por dois anos, outros por três. Como sugere o nome, apresenta sabores frutados, principalmente de frutas vermelhas silvestres, mas também de chocolate (por isso harmonizam tão bem!).

Tawny

Com uma coloração clara, o Porto Tawny jovem (aqueles com menos de três anos) também costuma ser feito a partir de blends. É mais simples que os envelhecidos, mais leve, costuma ser servido gelado e degustado como aperitivo.

Já os mais velhos, aqueles que chegam a dez, vinte, trinta anos ou mais, têm notas de castanhas, açúcar queimado e baunilha são embaladas numa textura mais sedosa, macia. Tanto tempo em barril também altera a cor deles. São mais morenos, ou seja, tawny, em inglês. Suas notas acastanhadas parecem harmonizar perfeitamente queijos semiduros, como o parmesão.

Reserva

O que faz, basicamente, de um Porto ser considerado Reserva é o fato de ser safrado. Quando a safra é declarada, o produtor, então, envelhece o vinho no estilo Tawny de sete anos para cima... São eles os mais raros dentre todos os Portos, somando menos de 1%.

Vintage

Feitos apenas nos melhores anos e nas melhores vinícolas, os Vintage representam de 2 a 3% do total produzido. Primeiro, são envelhecidos por dois anos em barril e, depois, na própria garrafa, onde ficam pelo menos por uma década.

Nesse período, vão amadurecendo aos poucos e ganham refinamento, tornam-se ainda mais integrados. Como não costumam ser filtrados - o que aumenta a potência dos vinhos - são os mais indicados para decantar.

São eles os que mais duram, chegando a boa forma até 4 meses depois de abertos!

Branco

A maior parte dos Portos é, evidentemente, tinta, o que não significa que os brancos não existam. Eles também estão lá, representados pelas uvas menos conhecidas, incluindo algumas indígenas. São elas Códega, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.

São vinhos mais simples, a maioria deles é envelhecida em tanques, engarrafada e vendida em seguida. Não são bebidos como aperitivo, como os outros, mas são servidos gelados com um pouco de limão ou até mesmo com refrigerante.

Os melhores costumam envelhecer em carvalho, onde ganham notas de castanhas, e se dividem em dois estilos: lágrima, que é extremamente doce, e leve seco, mais austero.



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