Pimentões

A origem é na América, mas essa pimenta ficou famosa na Hungria e tornou-se essencial para a culinária espanhola.

A origem é na América, mas essa pimenta pouco picante ficou famosa na Hungria e hoje em dia, tornou-se essencial para a culinária espanhola.

Ok, você ficou confuso. Então, como se faz com um belo pimentão em uma cozinha brasileira, vamos por partes. O pimentão é uma fruta – sim, uma F-R-U-T-A – com sementes em seu interior e perfeitamente comestível, nativa da região que inclui o México, a América Central e o norte da América do Sul. Na época das grandes navegações, a descoberta dessa “maravilha americana” fez seu peso valer em ouro. Os europeus levaram o fruto na volta para casa, e depois que passou a ser plantado por lá, conquistou o paladar de diversas nações, como os húngaros, que fizeram um pó de pimentão, conhecido mundialmente por páprica. Entendeu? Pois é assim que a história começa.

O pimentão é uma fruta com diversas propriedades benéficas: antioxidantes, vitamina C, anticoagulantes, poucas calorias e ainda ajuda a acelerar o metabolismo. Fora todo o seu sabor, suave e picante ao mesmo tempo, em graus diferentes de acordo com a variedade de pimentão.

A Hungria é o maior produtor e o maior consumidor de pimentões no mundo, mas a planta da espécie Capsicum annuum é consumida de outra maneira no país do vinho Tokaji: em pó. A páprica, tempero preparado a partir do pimentão seco e moído, é muito usada no Goulash, prato típico húngaro, e é de lá que saem os melhores exemplares desse condimento – que pode variar do doce ao mais picante, tudo de acordo com os pimentões usados. A versão em pó conserva o sabor por muito mais tempo, tornando seu uso possível ao longo do ano, já que o pimentão perde suas qualidades e características a medida que fica em contato com o ar.

Já na Espanha, a popularidade de todas as versões do pimentão tem uma explicação muito simples: foram os espanhóis os principais colonizadores da América Central, de onde o fruto é originário, e também é deles o crédito por introduzir a prima da pimenta na Europa.

Aliás, a popularidade é tamanha que uma boa parte da culinária espanhola leva pimentões em abundância, não importa se cru, cozidos ou em pó. A região de Extremadura, no oeste espanhol, é o berço de um condimento clássico à base dos frutos, o pimentón de la Vera. A história conta que a tradição começou no Monastério da ordem de São Jerônimo, no Vale de a Vera, quando os monges iniciaram o cultivo da fruta para depois secá-las naturalmente em fontes de calor por vários dias.

E qual a melhor combinação para esse sabor único dos pimentões? Bom, essa pergunta tem várias respostas, pois há quem os prefira crus na salada, cozidos com carnes ou até no vapor, assim como fazemos com legumes ou frutos do mar. A dica para apreciar – sem consequências posteriores – é retirar a pele, parte mais indigesta. E depois, usar e abusar desse delicioso ingrediente/ tempero, que combina com tudo.

Que tal uma receita deliciosa, com muitos pimentões, para a sua próxima ocasião especial?

Por Sonoma Brasil

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