Massificação da massa

Como as massas conquistaram a Itália e, a partir dela, o mundo? Seria com macarrão? Lasanha? Descubra!

O início

Não sabemos ao certo onde o macarrão nasceu. Uma escavação arqueológica no noroeste da China encontrou uma espécie de vasilha soterrada, com um fio de massa com 50 centímetros de comprimento e quatro mil anos de idade. Exatamente: o spaghetti (que vem de “spago”, que significa literalmente “barbante”) parece ter nascido na China, mas numa época em que ela nem se chamava China. Acredita-se que a massa exista desde que o homem descobriu que podia moer cereais e misturar com água, lá no período Neolítico. Isso pode ter ocorrido em diversos pontos do mundo, simultaneamente.

Apesar de não ter um berço certo, foi na Itália que a massa encontrou o país onde faria seu reinado.

Mas como será que o macarrão foi parar na Itália?

As teorias são inúmeras. Uns acreditam que foi o povo árabe (que fazia uma pasta de farinha cozida em água chamada Itriyah) que levou a massa para a Sicília quando dominaram a região, no século IX. Outros acreditam que foi Marco Polo, famoso mercador veneziano, quem trouxe a novidade, quando voltou de sua viagem à China, por volta de 1271. E há quem diga que ninguém trouxe nada: que já havia registros do uso da massa bem anteriores a essas datas, do próprio povo da Península Ibérica.

A questão é que a massa chegou à Itália, e foi nesse país que conquistou sua popularidade e influenciou a alimentação do mundo inteiro, como a famosa “pasta”.

De que maneira e por que os italianos foram os responsáveis por isso?

Simples: pura criatividade gastronômica.

Antes de qualquer coisa, temos que admitir que a simplicidade do macarrão já o torna popular por si só. A massa é um alimento que combina com carnes, verduras, queijo e todo tipo de molho, e sua base é a mesma do alimento mais antigo e universal do planeta: o pão. Basta farinha e água, e está feito. A diferença é que a massa do pão é fermentada, e a do macarrão não, o que a torna ainda mais simples.

Por conta disso, a massa se espalhou e ganhou lugar em pratos de todas as nacionalidades, do spatzle alemão (um tipo de nhoque) ao varenike (um ravióle bem grande) da Ucrânia ou Rússia. Mas as pastas italianas seriam as mais famosas, por conta da variedade de formatos e molhos que foram criados. A Itália foi um dos primeiros países a entrar em contato com esse alimento, e fez inovações que superaram as massas árabes e orientais. Foram essas inovações que a deixaram conhecida como o país da massa. Os italianos adoraram o título e literalmente agregaram o alimento como sua comida típica, além de imporem esse título aos outros países, como marca característica de sua cultura.

No século 17, algo faria os italianos ficarem ainda mais conhecidos pela qualidade do macarrão. Uma fruta vermelha desconhecida foi levada pelos espanhóis para a América. Ela era do Novo Mundo, do México, e ninguém nunca tinha ouvido falar dela. Em 1560, essa fruta é levada à Itália. Até essa época, o tomate (como era chamada) não servia para nada, muito menos para comer. As pessoas achavam que ele era venenoso, por sua cor de sangue e pela semelhança com a mandrágora. O tomate era apenas uma fruta ornamental, usada para decorar as mesas, devido à sua cor forte e sua casca brilhante.

Mas então, a criatividade gastronômica falou mais alto novamente. Um belo dia, um cozinheiro italiano teve a brilhante ideia de pegar a fruta supostamente venenosa, amassar e misturar com o spaghetti. Se o intuito dele era matar alguém, não sabemos. Mas o que se sabe é que ele realmente matou todo mundo – de água na boca. A mistura levou os italianos ao êxtase culinário e fez o resto do mundo bater palmas. Estava criado o macarrão ao molho sugo.

A tradição

Depois disso, a Itália jamais perdeu seu posto. E com razão, pois inventou mais de 500 variedades de tipos e formatos de massa. Ela saiu da forma básica “farinha e água” e ganhou ovos, farinhas de sêmola, grão duro integral, grão duro de trigo sarraceno e diversos outros ingredientes.

Apesar de tantas variedades, nada se compara à massa fresca, segundo os próprios italianos. Ela é mais saborosa e adere melhor ao molho. O hábito de preparar macarrão em casa não é raro nas famílias paulistanas, com suas “nonnas” que, segundo os netos, fazem um macarrão que não tem páreo para ninguém. Os imigrantes italianos trouxeram na mala os desejos de preservar seus costumes. Por isso, em São Paulo, a cidade brasileira que mais concentrou imigrantes da Itália, domingo é dia de macarronada. Ou de pizza, que por acaso também é uma massa que ganhou sua fama através dos italianos.

E para completar uma “cena” (“jantar” em italiano) perfeita, nada como um bom vinho do mesmo país que a massa. Na hora de escolher, pense no molho: quanto mais forte for o molho, mais encorpado deve ser o vinho.

Mangia che ti fa bene!



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