Vinho de sobremesa

A arte de um vinho de sobremesa é muito mais complexa do que parece. Não se trata de colocar açúcar na bebida, senão de retirar a doçura natural da uva.

No Brasil, é comum não beber vinho no final do jantar, porque muita gente não sabe que ele pode ser um excelente parceiro da sobremesa. Muitas pessoas, aliás, não conhecem o vinho de sobremesa, uma bebida especialmente elaborada para essa ocasião. Mais doces do que os demais, eles podem ser tintos, brancos, rosés ou espumantes. O que caracteriza um vinho de sobremesa é sua doçura, que é conseguida interrompendo o processo de transformação do açúcar em álcool. Diferentemente dos suaves, eles não recebem adição de açúcar depois da vinificação, contando apenas com o açúcar das próprias uvas.

A variedade de vinhos de sobremesa é grande, por isso escolher não é muito fácil, mesmo para quem é expert. No entanto, duas regras básicas podem te direcionar. Primeira: ele deve ser mais doce do que o doce servido, ou, pelo menos, um não deve dominar o sabor do outro. Ou seja, ao serem consumidos juntos, um deve valorizar o outro, complementando-se perfeitamente. Segunda: faça a harmonização reconhecendo o elemento principal do vinho e da sobremesa. Por exemplo, em um doce de abacaxi, o vinho de sobremesa deve ter aromas cítricos.

Engana-se quem pensa que o vinho de sobremesa, por ser doce, não é valorizado: há quem os considere um verdadeiro néctar dos deuses. Na maior parte das vezes é produzido com uvas brancas, como a Riesling, na Alemanha, e a Muscat e a Sauternes, na França. O Sauternes, inclusive, é um dos vinhos mais prestigiados e valorizados que existem. Hungria, Itália, Chile, Brasil e Austrália completam o quadro dos maiores produtores de vinho de sobremesa.

Há três formas de se conseguir o adocicado especial dos vinhos de sobremesa. Primeiramente, temos a colheita tardia. Como o nome já diz, esse processo constitui em só colher as uvas após o estágio pleno de maturação, quando a uva começa a desidratar no pé e a concentrar açúcar. Produzido através desse processo, o francês Banyuls é um vinho de sobremesa tinto adequado para acompanhar chocolate, por exemplo.

Outro processo é a passificação. Nesse caso, as uvas são colhidas no tempo certo, mas depois são desidratadas em esteiras, ficando parecidas com uvas passas, com alta concentração de açúcar. O método é muito utilizado em regiões da Itália, como Vêneto e Sicília.

O terceiro modo é a vinificação pelo fungo Botrytis Cineria. Esse fungo ataca naturalmente a uva, provocando a chamada "podridão nobre", que desidrata a fruta através da casca. Vinhos de sobremesa feitos com esse processo são considerados os mais sofisticados do mundo, como o mítico Sauternes de Bordeaux. Esse método é usado em regiões da França, Hungria e Áustria.

Por Sonoma Brasil



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