O que dá valor ao vinho?

Não compre pelo preço, saiba o que levar em conta na hora de escolher um vinho!

Qual é o valor de um vinho para você? A primeira resposta que vem a cabeça é com certeza o quanto ele custa. Se for caro e tiver fama, então provavelmente é este o vinho que tem valor.

Nem sempre. Há bons vinhos baratos, assim como há vinhos caros que muitas vezes desapontam quem os consome.

Mas falando daqueles vinhos que são caros e muito bons, a pergunta que não cala é: por que custa tanto?

Para começar são vinhos produzidos em pequenas propriedades, em quantidades limitadas e de forma mais artesanal, sempre sob o olhar e mãos do produtor em todas as etapas, feito alta costura na moda.

Como em qualquer linha de produção, o preço final do produto estará diretamente ligado ao volume produzido. Os vinhos feitos em larga escala, para abastecer o grande mercado, têm seus custos diluídos no grande volume produzido, geralmente em milhões de garrafas, resultando num valor unitário bem mais baixo. O mesmo não acontece com os vinhos de pequena produção, os ditos artesanais, de boutique e de garagem, cuja escala de poucos milhares de garrafas resultam num preço final bem maior.

O custo da produção de uma pequena vinícola também é maior, a começar pelo fato de que tudo envolve mão de obra, seja nos tratos com os vinhedos, na colheita e em todo o processo de vinificação e engarrafamento. Por sinal, um trabalho cada vez mais caro e raro no mundo todo, pois cresce o número de trabalhadores que têm migrado do campo para os grandes centros em busca de trabalho menos pesado e com melhor remuneração.

As grandes empresas já tem muitos de seus processos mecanizados. As mais modernas têm inclusive sua arquitetura planejada para a produção em gravidade, que evita o manejo da uva e do vinho durante todo o processo e os custos elevados da mão de obra.

Matéria prima, como em tudo, é determinante para a qualidade de um produto. Quanto melhor e mais rara, mais cara, gerando um produto de alto valor. Assim é com a uva. A Borgonha é, sem dúvida, a casa dos grandes Pinot Noirs do mundo, onde os melhores, e consequentemente os mais caros, vem da Côte de Nuits, um terroir único, de pequena extensão, que combina condições climáticas perfeitas, saber fazer secular e matéria prima de alta qualidade, gerando um vinho sem igual no mundo.

Muitas vezes é a variedade de uva que é rara, aquela plantada em poucos lugares, as vezes numa única região. Sobrevive justamente por força da sua raridade e de uma personalidade única que dá aos vinhos. É o caso da Peverella, que já foi destaque aqui no Sonoma. Na sua origem, o Vêneto, está quase extinta. Não se encontra em qualquer outro lugar do mundo, a não ser no Brasil, em poucos vinhedos ao redor de Bento Gonçalves e dos Caminhos de Pedra. Uma matéria-prima escassa e cara para manter, que gera poucas garrafas. As uvas brancas geram vinhos mais frágeis e que requerem maiores cuidados de produção. Todo esse trabalho em produzir um vinho raro, uma experiência para os consumidores, resulta invariavelmente em vinhos de valor mais elevado.

Na ponta final da produção há ainda a compra de insumos como garrafas, rolhas, rótulos, cápsulas e embalagens. O produtor que caprichou na produção, desde o vinhedo até o vinho, não vai se descuidar também da sua apresentação e embalagem.Da mesma forma que a matéria prima, o material de melhor qualidade custa mais. No caso das rolhas, as mais longas e de cortiça maciça chegam a custar em torno de US$ 2.00, por uma única rolha. Caro, mas é a garantia de que o vinho pelo qual você pagou um valor alto vai evoluir tranquilamente e bem em sua adega.

Até aqui tratamos de custos, o lado objetivo do preço de um vinho. Mas há todo um outro lado que é subjetivo, que tem a ver com estilo, conceitos de produção e sobretudo com o desejo de consumo que este vinho cria no mercado e que determinam o seu valor. Como quando esse vinho de alta costura cai nas graças de um grande crítico, que rasga elogios aos seus predicados, lhe concedendo uma elevada nota. É o que basta para aumentar a procura e elevar o preço do vinho as alturas. Lei de mercado para qualquer produto alçado a condição de sonho de consumo.

Do lado do consumidor há também o objetivo e o subjetivo a julgar o valor de um vinho. Objetivamente, cada um tem um limite do quanto está disposto a pagar por uma garrafa de vinho. Mas com certeza todos tem em comum o lado subjetivo de desejar provar, ao menos uma vez, o que faz destes vinhos um sonho de consumo.



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